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Caso de discriminação em UPA de Caçador segue sob investigação

A Polícia Civil investiga o caso envolvendo um paciente de 47 anos preso em flagrante após ofender um médico venezuelano e judeu na Unidade de Pronto Atendimento de Caçador. A ocorrência foi registrada na noite de 1º de agosto, depois que o homem solicitou atendimento de um profissional brasileiro, branco e cristão.

Segundo a Polícia Militar, o médico informou ter sofrido ataques relacionados à sua nacionalidade e religião. Durante a abordagem, o paciente negou as manifestações discriminatórias e afirmou que havia apenas perguntado sobre a crença do profissional. Conforme a corporação, porém, ele fez novos comentários sobre a origem e a religião da vítima enquanto era levado à delegacia.

O delegado Diogo Galvão autuou o homem por racismo, devido às manifestações sobre a nacionalidade do médico, e injúria racial, pelas ofensas ligadas à religião. A prisão em flagrante foi homologada, e a apuração permanece sob responsabilidade da Polícia Civil.

No inquérito, os investigadores poderão reunir relatos, gravações, documentos e outros elementos relacionados à ocorrência. Após a conclusão dessa etapa, o material será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia. Caso ela seja aceita pela Justiça, o paciente se tornará réu e poderá responder formalmente pelos crimes atribuídos a ele.

A Prefeitura de Caçador divulgou uma nota de repúdio e manifestou apoio ao médico. A administração municipal também informou que acompanhará o andamento do caso e reiterou o compromisso de manter a rede pública como um ambiente de respeito, inclusão e valorização dos trabalhadores.

Com informações de NSC Total.

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